foto arquivo do CdP

Não assumindo os ideais de direita, como aqueles em que me revejo, ou seja pouco Estado e muito Privado, também não me inclino para o inverso tudo Estado e quase nada Privado. Não acho que em nada a virtude está ao Centro, acho que vai estando onde melhor puder a todos ajudar.
Não há situações que a todos contentem, e mesmo determinadas situações em determinadas ocasiões tem desenlaces diferentes.
Gostaria de deixar um pequeníssimo contributo ao J.J., para com P.P.:
-Penso que há uma certa tendência de a direita, ainda manter parâmetros “pelo menos para o exterior” muito conservadores, e ainda encostando-se à Igreja no caso Católica Apostólica Romana, sendo o inverso também verdadeiro, o que em determinados momentos, é excessivo. Não unicamente por ser um facto que se passava abertamente no Estado Novo, mas por trazer um cariz conservador desactualizado, dado que hoje muita gente que não se revê no CDS, agarra com tremenda Fé a Religião atrás referida, mas direcciona-a para uma pratica de vida corrente no nosso século.
- Por outro lado, P.Portas, dá a sensação de ter que estar sempre em evidência, ter que estar sempre em bicos de pés, não pelo que faz, mas pelo que obriga os outros a ter que fazer, quer dentro do próprio Partido – seu , seu, repito– quer obrigando constantemente o Governo a ter que ir ao Parlamento, por tudo e por nada o que faz com que nada seja aprofundado, pelo contrário “toca-se na rama em tanta, tanta coisa,” que nada se “toca em profundidade”.
Quando M. da Defesa, tentou mostrar-se muito importante, muito necessário, muito imprescindível, algo que não parece ser um comportamento elementar de bem estar, perante os outros. E os submarinos e não falo em negócios paralelos, dado que nem sei se existiram, e não vou de modo algum por aí. Nunca.
O que penso é que o nosso país, não tem dinheiro para ter submarinos, nem dos mesmos necessita, e necessita desse dinheiro para “coisas” mais úteis.
Faço notar que estou a ser o mais sincero possível, e que penso que devemos mudar de forma de ser e estar, e penso que já foi o tempo de P.P., e seria interessante dar o lugar a mais novos, mais arejados, mais livres relativamente ao passado, dentro do próprio CDS. Nunca gostei do Independente. .....
-por outro lado, certas defesas de situações demasiado desactualizadas, fazem com que a realidade possa não acertar com o projecto: abertura ao aborto, ao testamento vital, à morte assistida!
Mas como é evidente, um Partido como o CDS deve sempre existir, e nunca nenhum outro mais à direita. E haver abertura ao diálogo, com ideias diferentes, para não ser uma maçadoria pensarmos todos iguais, mas haver qualidade e dignidade na vida e até na morte.
E haver sempre a necessidade de hierarquias de diferenças, mas de forma mais aberta, mais calma do que a defendida por P.P.
Por fim, a agressividade permanente de P.P. tal como a de Francisco Louçã, cansa.
Augusto Küttner de Magalhães